Monday, November 13, 2017

Sonho acordado/Morricone




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Quero beber na nascente
Onde a liberdade seja sagrada
E o amor seja uma prática corrente;
*
Quero conversar na colina
Onde os véus sejam rasgados
E a música uma estrela sibilina
*
Quero caminhar no presente
Onde a aventura seja sagrada
E o mundo naturalmente inocente;
*
Quero escutar o silêncio
Onde tudo seja eco sagrado
Mesmo que Deus fique calado;
*
Quero passear pelo caos
Onde tudo esteja desguarnecido
Mas o Universo subsista protegido;
»
Quero vencer todos os abismos
Onde os sinos toquem festivos
E a vertigem recupere os sentidos;
*
Quero habitar nessa estrelar mansão
Onde tudo seja apenas verdade
E os destinos houvessem de dar a mão...
*
Mas-ironicamente- tudo isto?
Não passa duma fantástica ilusão!...

Véu de Maya

Saturday, July 29, 2017

No barco da vida/ Pausa balnear.


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É o amor da viagem e o rumo do navio
Que se desafiam um ao outro
Com igual coragem e sangue frio
*
O mar profundo e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e na vida os sonhos
Se enrolam nos seus enigmas
*
O porto de partida e o porto de chegada
Onde cada saída é uma nova partida
E cada partida é uma nova chegada
*
As expectativas e a superação
Que no navio são o ar e a respiração
E na vida a nobreza da missão
*
A ambição e as descobertas
Que se jogam belas e seguras
Mesmo nos portos da hora incerta
*
A fruição e as formas belas
Que sopram durante o percurso
E se renovam em criações serenas
*
A felicidade do mar e a aventura do navio
Que mesmo quando ficam da vida ausentes
Voltam no sonho a fazer-se sentir presentes
*
É o amor da viagem e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e os destinos na vida
Se enrolam nos seus enigmas
***
Frágil círculo das partidas e das chegadas
Onde no mar que é metáfora e na vida que é luta
Transitam os humanos que marcam a sua passagem
Com as mais belas e terríveis pegadas!...

Véu de Maya

Monday, July 24, 2017

Flauta de Pâ II/Chopin


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Somos a aventura e o amor,
a alegria vital e a dor.
O tempo que se mima a ele próprio,
como néctar que transborda em copo;
*
Somos a fragrância mágica
E o voo leve que nos encanta,
como flauta de pã sedutora mas trágica,
depois das vertigens que à vista levanta;
*
Somos o destino do mundo
em lances onde o caos alastra profundo,
até aos gritos de dor em que a vida se apranta,
como serpente cravada na garganta;
*
Somos o riso que nos espanta,
e o fardo pesado que já se levanta,
e a altivez leve que em espiral circula
secreta como a luz que a fecunda...
*
Somos vagas, navios, e portos,
núvens, faróis, e nunca prontos,
leveza de voos em rasgo de pássaros,
e até rios de pranto em vida de lázaros;
*
Somos o azar que nos envolve,
e a liberdade de emergir que nos acolhe,
mas também o grito que nos invade,
e a nostalgia que nos aflora à saudade...
*
Somos as máscaras do destino,
Véus do acaso em eterno desatino,
A vida... jogada em azar cifrado,
O desejo do mais no efémero plasmado,
E, por fim, o nada de bronze, no voo sagrado!...

Véu de Maya

Tuesday, June 6, 2017

Às portas do mistério/ S. Bach



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A poesia do amor, a eterna,
é como a felicidade que dança
nos olhos de uma criança,
E que só com o amor se alcança;
*
Com as vestes da fantasia,
abre as portas ao mistério,
E com os acordes da alegria,
toca o insensível do universo...
*
Mas como neste jogo é quase nada,
leve sombra do viajante na estrada,
Acrescenta o pleno da alegria
a cada instante de vida doirada.
*
Como o céu numa noite estrelada
e o orvalho nos alvores da madrugada
E a bravura dos que a trazem ao colo,
a emoção do mundo, vertida em leve esperança...
*
A poesia do amor, a eterna,
é como a ilusão que brilha
Nos olhos de uma criança,
E que só com paixão se alcança!...
Véu de Maya

Thursday, April 13, 2017

Adão e Eva/ Chopin


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Somos a vida que sofre no nada
E o mar onde os navios se contagiam,
Errantes, nos clarins da partida e da chegada;
*
Somos o nada que se espelha no tudo
E a música, onde o Universo é uma máscara sublime,
Em ornamentos de veludo;
*
Somos a passagem-breve
Que se espelha nos sonhos da madrugada
E o véu dos abismos que se deslumbra
Na claridade da noite estrelada;
*
Somos o desejo-livre
Que se derrama na liberdade cercada?
E o vento que se descarrega nas nuvens
de uma ilusão adiada;
*
Somos o amor-incerto
Que circula na humanidade cercada
E a liberdade que combate,
Até transbordar em morada sagrada;
*
Somos os véus do tudo e do nada,
Peregrinos absolutos na estrada:
*
Os dados de uma errância arriscada,
Inocentes sobre o recinto da vida,
Lançados simplesmente e mais nada!...
Véu de Maya

Thursday, March 30, 2017

Inocência e poesia/Tchaikovsky


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Este poema de amor e ternura pela inocência das crianças-está escrito dentro do vídeo-numa imagem expressiva-tendo como música de fundo uma melodia sublime deTchaikovsky e fica ilustrado por telas extraordinárias da pintura mundial. Desfrute da simbiose entre poesia e música e pintura, por ser um exercício que toca os sentidos e exalta o espírito... Enjoy the harmony: poetry/music / picture:Wonderful. Obrigado/ Grazie/Merci/ Gracias Thanks...


Véu de Maya
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Monday, March 6, 2017

ODE À VIDA/Morricone


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Esta Ode à Vida está escrita dentro do vídeo-ilustrada por telas sugestivas da pintura mundial-e floreada por uma melodia intensa e sublime. Desfrute da harmonia entre poesia, música e pintura. Abra o vídeo em full screen para uma melhor visibilidade das imagens e do poema. Obrigado/Thank You.

Véu de Maya

Tuesday, February 7, 2017

Floresta Virgem/ Bach



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Este poema existencial está escrito no vídeo em imagens ilustrativas... e floreado com a alusão a telas encantadoras da pintura mundial ao som empolgante da tocata de Bach...Desfrute deste momento estético igualmente reflexivo. Abra o vídeo em full screen, para melhor leitura do poema e visibilidade das imagens...Enjoy free this poetic moment...Obrigado/Thanks.

Véu de Maya




Friday, January 6, 2017

Num Raio de Loucura


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Neste raio de loucura, em que floresce o poeta,
Que é de catarse ou de paixão incerta...
E que, na boémia da vida, nunca chega à medida certa,
Por ser este fogo ingénuo o que à vida mais liberta,
*
Subo-por raiz-às paixões nobres da vida,
Por esta escada utópica de loucura...
Que é só com amor, bravura e sabedoria,
Que se mata a estupidez, que à vida só perturba.

Neste espelho, que enlaça utopias, desafios e ternura,
Sorrio às almas cândidas, que levitam na catarse pura,
Mas prendem ao umbigo esta paixão ingénua de vencer
A vulgaridade trágica, apenas por retóricas-belas-que sublimam!
*
Ora é-desde o princípio-no seu voo planáltico,
Onde arde a vida-leve-em desafios e olhares-
Que a poesia vem fundir a lucidez à loucura
E lançar por este arco uma flecha na lonjura!...


Véu de Maya