Tuesday, April 26, 2016

Nos teares da existência/ Moonlight Sonata


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Floreada pela sonoridade da Moonlight de Beethoven-esta poética existencial em quatro pontas do véu a levantar-está escrita dentro do vídeo- por delicadas imagens- o voo da poesia em sintonia com as outras duas artes românticas por excelência-a música e a pintura. Desfrute desta sensitiva simbiose, pela felicidade do espírito e  alegria dos sentidos...Enjoy well this lovely existential relax...Obrigado/Thanks.

Véu de Maya

Thursday, April 21, 2016

voo longínquo/Chopin


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Entre as estrelas que nos olham
 E os ventos que desfolham, 
 Ergue-se a vida que a tudo transforma 
E vence a morte que tudo devora. 
Entre a vida incerta que nos projecta 
E a sibilina morte que a tudo seca, 
Gira o tempo tenso que nos desperta
 E o Universo imenso que nos inquieta. 
 Mas entre nós e o destino que nos prende 
Baila o efémero da vida que nos desafia
 E o brilhar das estrelas que nos surpreende
 No olhar suspenso do voo que nos ilumina. 
*
 Até que, na nossa aventura de viver, 
 A vida se tenha exaurido-por inteiro-no seu florescer...
 E face às vestes sombrias da inelutavel morte,
 Entregue lealmente o seu nobre passaporte!...

 Véu de Maya

Monday, April 18, 2016

Afrodite




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Se sentes o meu silêncio
Não o feches na tua emoção
Deixa-o estrelar ardente dentro de mim.
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Se escutas o meu silêncio
Não o gastes na tua dúvida
Deixa-o germinar leve dentro de ti.
*
Se ecoas o meu silêncio
Não o esgotes na tua canção
Deixa-o dançar profundo dentro de mim.
*
Mas se amas o meu silêncio
E o trazes no fundo de ti...
*
Não o deixes ficar só em mim
Nem o percas na obscuridade 
Porque é para ti que ele sorri!...

Véu de Maya

Wednesday, April 13, 2016

Erótica da Sedução/Albinoni


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 Para ler este soneto ao erotismo, enquanto escuta a recitação do poeta, queira ter a amabilidade de transitar para o Youtube,

Véu de Maya


Wednesday, April 6, 2016

Ah, coração de poeta!/Chopin



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Ah, coração de poeta! como podes tu florir?
Entre os oásis da terra e os enigmas do céu...
Sem te entranhares nos labirintos da vida
E os espelhares puros nas vozes do teu véu.
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Ah, poeta! e quantos vapores de snobismo?
A vaguear na terra por entre brumas e esperanças
E no céu por entre mistérios e fragrâncias.
*
Rega-me antes com as cores da vida
Desde os tons da violeta até aos da orquídea vermelha,
Pois é nesses cheiros que se distinguem os amores genuínos
E transitam os barcos no mar em seus altivos desafios.
*
Ah, coração puro! mas que alquimia de cores!
Pintada em espelhos de risos e silêncios e sentidos,
Tal como nos transes das paixões altivas
Ardem menos os vapores do que os amores.
*
Ah, poeta! erro a vibrar nestes teu versos,
Em que todo o coração puro se quer fundir,
Até, no Universo, por paixão, a outros fazer florir!...

Véu de Maya