Tuesday, August 16, 2016

No barco da vida/Morrricone


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É o amor da viagem e o rumo do navio
Que se desafiam um ao outro
Com igual coragem e sangue frio
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O mar profundo e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e na vida os sonhos
Se enrolam nos seus enigmas
*
O porto de partida e o porto de chegada
Onde cada saída é uma nova partida
E cada partida é uma nova chegada
*
As expectativas e a superação
Que no navio são o ar e a respiração
E na vida a nobreza da missão
*
A ambição e as descobertas
Que se jogam belas e seguras
Mesmo nos portos da hora incerta
*
A fruição e as formas belas
Que sopram durante o percurso
E se renovam em criações serenas
*
A felicidade do mar e a aventura do navio
Que mesmo quando ficam da vida ausentes
Voltam no sonho a fazer-se sentir presentes
*
É o amor da viagem e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e os destinos na vida
Se enrolam nos seus enigmas
***
Frágil círculo das partidas e das chegadas
Onde no mar que é metáfora e na vida que é luta
Transitam os humanos que marcam a sua passagem
Com as mais belas e terríveis pegadas!...

Véu de Maya

Thursday, June 30, 2016

Cristal Puro/Mozart


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Trago-te em mim, ó espelho do efémero,
Sinto que és na vida o meu fogo eterno
E por isso danço contigo nos fios do instante
Como pássaro oblíquo em voo rasante!
*
Quando te desafio, abres-me a oferta
Que é cristal de lucidez que à vida encanta
Como a claridade que à floresta desperta.
*
Mas se te toco, profundo, em silêncio,
No olhar trágico do clarão da tua origem,
Levas-me a vaguear pelo teu labirinto imenso...
*
E é aí, ao desvelar-te, que sou riso e vertigem
E tu, no ápice, o voo leve que me levanta!...


Véu de Maya

Tuesday, May 31, 2016

Flecha e pluma/ Chopin


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É o silêncio e a força do pensamento
Onde o eterno se reconcilia com o efémero
E o volatiliza no que nele é simplesmente etéreo;
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A encruzilhada e os oraculares destinos
Onde o gesto criador se grava no eterno
Como os peregrinos se aprofundam nos seus caminhos;
*
A liberdade do ser e as correntes do não-ser
Onde a criação pura é flecha e pluma
Sobre o caos incerto e a sua bruma;
*
A fonte apetecível e a sua irradiação
Onde seja quem for que aí habite
Não pode deixar de pressentir o convite;
*
A querida entrada e a confortável estadia
Onde o cume da verdade, do sonho, e do mistério...
É amor donde nunca advém adultério;
*
A paragem e o sopro libertador
Onde ao instante vem a eternidade
E ao criador as metáforas da verdade;
*
O laço profundo e a sagrada comunhão
Onde o tempo que é usura e a eternidade que é sonho
Se fundem numa festiva e solene união;
*
É o silêncio e a força do pensamento
Onde o eterno e o efémero se entrelaçam a cada momento;
A criação pura flecha e pluma
Sobre o caos incerto e a sua bruma...
*
Fonte, irradiação e convite
Paragem e sopro libertador...
Onde o tempo é instante e eternidade?
E a passagem aspira a ser: Colina e Liberdade!...


Véu de Maya

Tuesday, April 26, 2016

Nos teares da existência/ Moonlight Sonata


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Floreada pela sonoridade da Moonlight de Beethoven-esta poética existencial em quatro pontas do véu a levantar-está escrita dentro do vídeo- por delicadas imagens- o voo da poesia em sintonia com as outras duas artes românticas por excelência-a música e a pintura. Desfrute desta sensitiva simbiose, pela felicidade do espírito e  alegria dos sentidos...Enjoy well this lovely existential relax...Obrigado/Thanks.

Véu de Maya

Thursday, April 21, 2016

voo longínquo/Chopin


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Entre as estrelas que nos olham
 E os ventos que desfolham, 
 Ergue-se a vida que a tudo transforma 
E vence a morte que tudo devora. 
Entre a vida incerta que nos projecta 
E a sibilina morte que a tudo seca, 
Gira o tempo tenso que nos desperta
 E o Universo imenso que nos inquieta. 
 Mas entre nós e o destino que nos prende 
Baila o efémero da vida que nos desafia
 E o brilhar das estrelas que nos surpreende
 No olhar suspenso do voo que nos ilumina. 
*
 Até que, na nossa aventura de viver, 
 A vida se tenha exaurido-por inteiro-no seu florescer...
 E face às vestes sombrias da inelutavel morte,
 Entregue lealmente o seu nobre passaporte!...

 Véu de Maya

Monday, April 18, 2016

Afrodite




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Se sentes o meu silêncio
Não o feches na tua emoção
Deixa-o estrelar ardente dentro de mim.
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Se escutas o meu silêncio
Não o gastes na tua dúvida
Deixa-o germinar leve dentro de ti.
*
Se ecoas o meu silêncio
Não o esgotes na tua canção
Deixa-o dançar profundo dentro de mim.
*
Mas se amas o meu silêncio
E o trazes no fundo de ti...
*
Não o deixes ficar só em mim
Nem o percas na obscuridade 
Porque é para ti que ele sorri!...

Véu de Maya

Wednesday, April 13, 2016

Erótica da Sedução/Albinoni


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 Para ler este soneto ao erotismo, enquanto escuta a recitação do poeta, queira ter a amabilidade de transitar para o Youtube,

Véu de Maya


Wednesday, April 6, 2016

Ah, coração de poeta!/Chopin



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Ah, coração de poeta! como podes tu florir?
Entre os oásis da terra e os enigmas do céu...
Sem te entranhares nos labirintos da vida
E os espelhares puros nas vozes do teu véu.
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Ah, poeta! e quantos vapores de snobismo?
A vaguear na terra por entre brumas e esperanças
E no céu por entre mistérios e fragrâncias.
*
Rega-me antes com as cores da vida
Desde os tons da violeta até aos da orquídea vermelha,
Pois é nesses cheiros que se distinguem os amores genuínos
E transitam os barcos no mar em seus altivos desafios.
*
Ah, coração puro! mas que alquimia de cores!
Pintada em espelhos de risos e silêncios e sentidos,
Tal como nos transes das paixões altivas
Ardem menos os vapores do que os amores.
*
Ah, poeta! erro a vibrar nestes teu versos,
Em que todo o coração puro se quer fundir,
Até, no Universo, por paixão, a outros fazer florir!...

Véu de Maya

Monday, March 21, 2016

Soneto à Orgia doTempo/ Bach


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Hei-de ser mar e terra e fogo e ar...
Quando, por fim, na roda que a tudo sela,
Secarem as flores da vida, ao trémulo da vela,
Em vestes que só o tempo levará a pratear;
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E de sublimes versos, saírem cristais,
Como fluem das marés, algas e sais...
E de loucas paixões, volúpia e flores,
Em poções felinas, na altivez dos amores;
*
E das fundas dores, cravadas no Mundo,
Chegarem gritos urgentes, de enlace profundo,
Ao luar da alegria, onde ela nunca vibrou...
*
Até que tudo, por fim, na orgia do tempo,
Tal como a vida, ao arder em caos imenso,
Volte a ser, no destino, o anel onde brilhou!...

Véu de Maya

Monday, March 7, 2016

ELOGIO À MULHER/ MOONLIGHT SONATA BEETHOVEN


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Ah, mulher, mulher, por que te dão um dia,
Se no Mundo não há dias sem ti.
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Ah, mulher, mulher, por que te celebram num dia,
Se na vida não há paz e amor e filhos sem ti.
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Ah, mulher, mulher, de que te vale teres um dia,
Se nos outros dias, fizerem a festa sem ti.
*
Ah, mulher, mulher, para que te oferecem um dia,
Se em todos os outros, não haveria presentes sem ti.
*
Ah, mulher, mulher, para que te levitam num dia,
Se em todos os outros, não há aniversários sem ti.
*
Ah, mulher, mulher, por que não há um dia pró homem,
Se a vida tanto vale nele, como em ti, mulher!
*
Ah, mulher, mulher, és pomar, pétala, 
Flor, semente e fruto...
És nascente, vida, sonho, paixão e risco puro,
E sem ti, não haveria barco seguro.
*
Ah, mulher, mulher, já que tens este dia,
Faz com que a festa se torne inteira...
Que Ela não tenha limite, lamúria ou fronteira.
*
E que seja riso de homem, de criança e mulher,
 Estrelar e absoluta, total, como a vida quer!...

Véu de Maya

Wednesday, March 2, 2016

Teus Olhos Tristes/Moonlight Sonata




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Este poema de amor lírico-erótico, está escrito dentro do vídeo por delicadas imagens, após recitação do poeta, floreada pela sonoridade estrelar da Moonlight Sonata de Beethoven. ..Enjoy well the moment. amazing relax...obrigado...thanks

Véu de Maya

Friday, February 12, 2016

Parca de Linho/Moonlight Sonata-Beethoven




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Por ti, ó ninfa, ergui altares,
Para ti nasci dos céus
Ao luar clareei teus véus
E tu-felina!-os meus pomares
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Quando o luar te apaixona
E a nossa aura fica louca
Sou néctar na tua boca
E tu a abelha que me aprisiona
*
Para ti criei as fontes
Donde jorram águas claras
E por ti subi aos montes
Onde sopram as altas vagas
*
Na volúpia em que te ocultas
Trazes o erotismo dos véus
Mas quando te vêm as luas
Até tu! não deixas de ir aos céus
*
Quando te enches de névoas
Que ao luar são só orquídeas
Afago-te nas minhas pérolas
E enrolo-me nos teus enigmas
*
Nas tuas praias de espuma
Os meus lábios são o mar
E se ficas sedutora como a lua
Há mais praias para dançar
*
Nas tuas vagas sou navio
E no teu corpo rio
Mas é nos fios da alma
Que sou aurora de linho
A bordar o teu destino
*
Todas as noite que passam
Sem me vires florear a mim
Pergunto às estrelas do céu
Que em jactos de luar esvoaçam
Que mimos é que te levaram a ti!...

Véu de Maya

Wednesday, January 13, 2016

No teu clarão/Chopin




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Este poema- vitalista e existencial- por véu de maya, está escrito-copyright- dentro do vídeo-em ilustração delicada e sensível, depois de se escutar a declamação pelo poeta floreada pela sonoridade encantadora da Fantaisie de Chopin-op.66_Berrycomposer- e por telas ilustrativas da pintura mundial.Desfrute da fusão entre-poesia/música/pintura-para alegria do espírito e estética dos sentidos.
This existential poem of véu de maya, is-copyright-for inside-by one expressive picture, after to be recited by the poet with together relax sonority of Chopin`s Fantaisie-op-66_Berry Composer and amazing world pictures...Enjoy harmony-poetry-music-picture because is very relax...Thank you, very much.


Véu de Maya 

Wednesday, December 23, 2015

Este Sonho Virginal/Adagio de Albinoni


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Neste espelho vital que entre versos entrelaço,
Convoco as estrelas longínquas
Para um abraço virginal.
*
Que é só com luz e paixão
Que se vence a fraqueza e o cansaço
E a vida no seu todo clama 
Por desafios e triunfos, mas colo e regaço.
*
Neste canto solitário, mas imenso e feliz,
Onde subo às estrelas-
Essas companheiras predilectas do céu-
*
São elas quem mo diz: és um poeta da vida,
Desde os sonhos até à raiz,
Tão genuíno que nenhum dos teus versos,
Nisso, te deixaria sem matriz.
*
Mas, se sobes tão profundo,
Deve também o poema descer 
Ao coração do Mundo:
Dores, euforias, guerras e prantos.
*
E ao coração da Vida-
Desertos e vazios, desafios e encantos.
*
Que a todos entrelaço, neste poema de estrelas,
Que é de amor e riso a celebrar tanta vida
Perdida e desprendida por cantos e recantos.
*
E fico assim-em suspenso-
Neste barco solitário mas sublime,
Onde as estrelas-essas predilectas ninfas do céu-
Me vêm entrelaçar...
*
Até que rasgos mais eficazes
Que não tão frágeis e efémeros como o poema,
Venham transitar nesta paixão vital.
*
E trazer à Vida e ao Universo, este abraço virginal
Que é tão urgente e universal?...

Véu de Maya

Saturday, December 12, 2015

Paixão sem hora/ Albinoni



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À tua paixão pelas cores vermelhas,
Dou-te o meu espelho de volúpias serenas.
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Mas tu-irresistível-ao incendiar-te nelas,
Tal como o luar nos transes da sua ninfa pura,
Exorbitas nele e enfeitiças-me à vida,
Como papoila selvagem em encosta madura.
*
Quando à noite olho para as estrelas
E te sinto também a vibrar com elas,
Com jogos de paixão em volúpias de cinderela.
*
Dou-te o meu amor virginal
E depois, sem hora, a ceia à luz das velas!...

Véu de Maya