Friday, February 6, 2015

A névoa dos teus olhos.


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Se quiser ler o poema enquanto escuta a declamação ao som da imortal Moonlight de Beethoven, queira ter a amabilidade de passar ao Youtube...Deixo-vos o meu abraço com afecto.

Véu de Maya

Sunday, January 25, 2015

Nos Rios do Acaso


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Sou o instante que passa
Como o amor que enlaça
E até o tempo sobre o rio do ser
Que é ainda a névoa que grassa;
*
Sou a vida que esvoaça
E até o mar que enfurece
Quando o barco naufraga
E o Mundo endoidece;
*
Sou o pássaro que voa
E a música que toca
Até quando a núvem escurece
E o Sol anoitece;
*
Sou a aventura do ser
E a vertigem do nada...
Toda a errância da vida
Nos véus da ilusão enrolada...
*
E toda a bruma do instante
Na eternidade cifrada...
*
Como o destino do ser?
Que é ser absoluto em tudo
Até nas miragens do nada!...

Véu de Maya

Deixo-vos o meu abraço de sempre, com afecto.

Wednesday, January 14, 2015

Na harpa da vida


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Ah, poeta! onde achas tu-musa mais pura?
Se até quando erras suspenso pelas estrelas...
Em jogos de inspiração que a brincar te vêm delas
Sou eu a vida-musa, a mais pura ninfa do teu véu.
*
Ah, vida! e porque me seduzes com anéis e feitiços?
Que noutras ninfas não são mais do que máscaras e sorrisos...
Mas em ti!-metáforas de fogo-em risos e espelhos
Nas cores dos teus sulcos em violetas e vermelhos!
*
Ah, poeta! e que colhes tu dos meus espelhos?
E desse pomar de cores em roxos e vermelhos
Onde te convido para cumes e fontes virginais...
Quando te olho-como a ninfa mais pura-nos olhos.
*
E dos leques do azar? com riscos sob mantos!
Em que te desafio do alto a rasgos com prantos... 
Para lá de todas as ninfas que te enfeitiçam
Mas tão ingénuas e efémeras nos seus suspiros e encantos.
*
Aí, ó ninfa pura, suspendes-me a respiração!
E entrelaço-me ardente aos anéis do teu coração...
A segredar-te baixinho-neste silêncio estrelar de vozes-
*
Que me jogues outra vez para as estrelas
Com a inspiração de que tu-ó minha ninfa mais pura-
Me tragas outras marés fortes e barcos e vagas!...

Véu de Maya

O meu abraço de sempre...UM BOM ANO PARA TODOS.

Sunday, December 14, 2014

No Barco da Vida-Boas Festas e Feliz Ano Novo


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É o amor da viagem e o rumo do navio
Que se desafiam um ao outro
Com igual coragem e sangue frio
*
O mar profundo e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e na vida os sonhos
Se enrolam nos seus enigmas
*
O porto de partida e o porto de chegada
Onde cada saída é uma nova partida
E cada partida é uma nova chegada
*
As expectativas e a superação
Que no navio são o ar e a respiração
E na vida a nobreza da missão
*
A ambição e as descobertas
Que se jogam belas e seguras
Mesmo nos portos da hora incerta
*
A fruição e as formas belas
Que sopram durante o percurso
E se renovam em criações serenas
*
A felicidade do mar e a aventura do navio
Que mesmo quando ficam da vida ausentes
Voltam no sonho a fazer-se sentir presentes
*
É o amor da viagem e a arriscada travessia
Onde os barcos no mar e os destinos na vida
Se enrolam nos seus enigmas
***
Frágil círculo das partidas e das chegadas
Onde no mar que é metáfora e na vida que é luta
Transitam os humanos que marcam a sua passagem
Com as mais belas e terríveis pegadas!...
Véu de Maya

Deixo-vos o meu abraço afectuoso,  com os votos de Boas Festas e próspero Ano Novo.

Saturday, December 6, 2014

Ah, poetas da vida!


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Ah, vida!, onde faltas tu aos poetas?
Que te cantam intensa nos seus versos,
Mas te fecham inteira numa redoma de ascetas.
*
Ah, poeta!-sorris-me tu-feiticeira.
Afaga-te antes na minha longa cabeleira,
E não te embriagues de mim, com livros de cabeceira!
*
É que no meu espelho, há encantos e desafios.
E na minha fonte, enigmas e prantos.
E que estranhos poetas-esses!
Que se repletam de mim com solitários suspiros?
*
Aí, ó Musa minha, estendes-me a tua passagem vermelha,
E arejas-me com os teus leques de feiticeira.
Até me enrolares, intensa e inteira, na tua longa cabeleira.
*
É que: repousado nos meus livros de cabeceira,
Tu-que és felina e matreira?-Ganharias logo a dianteira!...

Véu de Maya

O meu abraço, com afecto.

Sunday, November 30, 2014

Eterna Utopia


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É o alvo e a flecha radical,
Onde o princípio é vencer a preguiça
E a arte é destruir a hidra terrível do mal;
*
O valor do trabalho e o preço da produção,
Onde se molda a selva feroz dentro do homem
E no Mundo os males da escravidão;
*
A criação que traz ao Mundo a obra
Como a mãe traz à vida a criança
Envolta em novelos de esperança;
*
O nó da questão e o cerne da escolha,
Onde a devoção se torna profunda
E a vocação se ilumina toda;
*
O amor à liberdade e o apreço ao universal
Onde a vida particular só roda feliz
Se transborda em equilíbrio social;
*
A luta e o ser criativo,
Onde nascer e participar no Mundo,
Não é coisa apenas de contemplativo;
*
A superação de si e o nobre sacrifício,
Que arrancam o Mundo, pela energia da acção,
Às terríveis correntes da sujeição:
*
É alvo e flecha, ambição e criação,
Superação, sacrifício e humanidade..
*
Lua contra a selva feroz, dentro do homem,
E no Mundo exterior a si,
Contra a escravidão e a crueldade
*
Amor, justiça, e ser criativo,
Não perdido no vapor contemplativo.
E o fogo da utopia ao aquecer o Mundo,
Com obras de fidelidade ao amigo!....

Véu de Maya

Deixo o meu abraço, com afecto.

Wednesday, November 26, 2014

Prece Existencial


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Não me dês o eterno
Dá-me antes o instante
Porque o eterno até vibrante
É um véu apenas etéreo.
*
Não me dês só o momento 
Dá-me também a viagem
Porque a ilha sem passagem
É como a vida sem o azul do tempo.
*
Não me dês só a passagem
Dá-me também a realidade
Porque a travessia sem verdade
É como o sonho onde só há miragem.
*
Não me dês só a passagem 
Dá-me também a travessia
Porque a verdade sem miragem 
É como o fado sem nostalgia.
*
Não me dês só a travessia
Dá-me também os idílios da cor
Porque a aventura sem amor ´
É como a flor sem fantasia.
*
Não me dês só o eterno
Nem me dês só o instante.
Não me dês só a passagem
Nem me dês só a travessia.
Não me dês só amor
Nem me dês só fantasia.
*
Dá-me tudo isto, com fervor,
Agora e sempre, seja onde for,
Mas antes de tudo isto,
Dá-me sonho, poesia e liberdade,
*
Porque sem esta claridade?
O Mundo seria só deserto ou miragem
No eterno ou na passagem.
*
E a dor e a alegria da vida
Não chegariam a ter verdade!...

Véu de Maya

Deixo o meu abraço, com afecto.

Tuesday, November 18, 2014

Destino


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Sou do vento, sou da lua,
E no mar, sou das marés...
*
Na vida, sou paixão pelos oásis,
Silêncios altos pela colina.
*
Onde voa livre a águia furtiva
Que à serpente da vida encanta
Como aos poetas sagrados
*
Que em versos inspirados
O destino sempre espanta.
*
Com enigmas de parcas e anéis,
Tão perto dos altares velados,
Como da embriaguez, até aos pés!...
*
As poesias que lanço à vida
São do destino promessas.
Mas já que sou livre no voo
*
E elas são fogo em flechas
Atiro-as para longe sem pressa.

Véu de Maya

O meu abraço, com afecto.

Tuesday, November 11, 2014

Adão e Eva.


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Somos a vida que sofre no nada
E o mar onde os navios se contagiam errantes
Nos clarins da partida e da chegada.
*
Somos o nada que se espelha no tudo
E a música onde o Universo
É uma máscara sublime, em ornamentos de veludo.
*
Somos a passagem-breve
Que se espelha nos sonhos da madrugada.
E o véu dos abismos 
Que se deslumbra na claridade da noite estrelada.
*
Somos o desejo-livre
Que se derrama na liberdade cercada.
E o vento que se descarrega 
Nas nuvens de uma ilusão adiada.
*
Somos o amor-incerto-
Que circula na humanidade fechada.
E a liberdade que combate 
Até transbordar em morada sagrada.
*
Somos os véus do tudo e do nada:
Peregrinos absolutos na estrada.
+
Os dados duma errância arriscada
Inocentes sobre o recinto da vida.
Lançados simplesmente, e mais nada!...

Véu de Maya

Deixo-vos o meu abraço de sempre, com afecto.

Wednesday, November 5, 2014

Olhos de Medusa


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Ai vida! tão ingénuos que nós somos?
A flutuar-frágeis-por entre as ilusões do bem.
*
Até quando nos cortamos a nós próprios
Com o mais terrível dos punhais,
Que é o punhal da própria maldade!
*
O mar que é denso e profundo
E o céu que é enigmático e distante.
*
Não se gastam a levitar em floreados de bem,
Nem se deixam afundar em tais caprichos do mal.
*
Vivem as suas vidas, puros e fortes,
Acima dos erros do bem e do mal.

Mas nós?-Que somos uma passagem breve.
E não temos nem a intensidade do mar
Nem a leveza do céu.
*
Erramos-fracos e incertos-sem destino,
E deixamos-nos cortar a nós próprios
`*
Com o mais terrível dos punhais,
Entre os punhais do abismo do mal,
Que é o punhal da nossa própria maldade!...

Véu de Maya

Deixo-vos meu abraço de sempre, com afecto.

Saturday, November 1, 2014

Poesia do Sorriso


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O teu sorriso é uma estrela
Onde brilha a felicidade.
É como paixão na tela
Onde se embriaga a liberdade.
*
O teu sorriso é tão bonito
Que faz os olhos brilhar.
Não sei se é um espelho aflito
Se é uma borboleta a voar
*
O teu sorriso é tão estrelar
Que brota a vida a renascer.
Não sei se é disfarce da lágrima
Se é uma nascente a correr
*
Teu sorriso é um véu incerto
Que apetece as pontas levantar.
Não sei se é reflexo aberto
Se é lua a reflectir no mar.
»
Mas o que sei do teu sorriso
E não desvendo em seu rival.
É que nele se embriaga um feitiço
Que é como uma atracção fatal!...
Véu de Maya

O meu abraço...Desfrutem bem da simbiose:poesia/música/pintura-as três artes românticas, por excelência.
Obrigado pelo carinho da vossa presença.

Sunday, October 26, 2014

Paixão sem Hora


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À tua paixão pelas cores vermelhas,
Dou-te o meu espelho de volúpias serenas.
*
Mas tu-irresistível-ao incendiar-te nelas,
Tal como o luar nos transes da sua ninfa pura,
Exorbitas nele e enfeitiças-me à vida,
Como papoila selvagem em encosta madura.
*
Quando à noite olho para as estrelas
E te sinto também a vibrar com elas,
Com jogos de paixão em volúpias de cinderela.
*
Dou-te o meu amor virginal
E depois, sem hora, a ceia à luz das velas!...

Véu de Maya

O meu abraço, com afecto.

Sunday, October 19, 2014

Mística da Noite


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Quero-te noite infinita
Pela lonjura do teu olhar!
*
Quero-te noite sublime
Pela beleza do teu altar!
*
Quero-te noite secreta
Pela volúpia do teu pomar!
*
Quero-te noite profunda
Pela vertigem do teu andar!
*
Quero-te noite misteriosa
Pelo silêncio do teu luar!
*
Mas quero-te ainda mais
Ó noite serena e profunda
*
Por seres a eterna obscuridade
Onde o dia se pode iluminar
E a vida ser instante de verdade!...

Véu de Maya

Deixo-vos o meu  abraço afectuoso.

Sunday, October 12, 2014

Os teus olhos tristes


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Se a tua alma é de linho
E não pode viver no meu fogo
Deixa-a ficar no meu corpo
Que aí serei o teu rio,
*
No teu olhar sinto a volúpia
Que me seduz a abrir os teus sonhos
Mas é na paixão imensa dos teus olhos
Que aflora a lua cheia, sem dúvida.

Há tanta brisa no mar
Como plena luz nas estrelas
Mas mais terno é o teu olhar
Quando me acalma suave 
Como as manhãs serenas.
*
O teu toque é à flor da pele
E no meu néctar abelha em mel...
Mas é em noites de maré cheia
Que o teu luar me serpenteia
E divinamente se dissolve no meu
Como o fogo faz à neve.
*
Quando o Sol brilha em teus olhos
Vem o luar reflecti-los...
Mas é quando eles ficam só tristes
Que me apetece ainda mais senti-los!...

Véu de Maya

O meu abraço de sempre, com afecto. Como o poema está declamado em voz baixa como lhe convém...Ponha o som um pouco mais alto. Obrigado pelo carinho.

Monday, October 6, 2014

Poesia do Amor


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Rodem ao vento a soprar
E às marés a exorbitar
E às gaivotas a voar
E aos navios altivos no mar;
*
Admirem o céu a estrelar
E os acasos da vida a rolar
E as crianças no jogo a brincar
Como na aurora da noite
A luz do dia ao despertar,
*
Rejubilem com o Universo a girar
E o tempo misterioso a passar
Como um leque de abrir e fechar
 Num idílico toque primordial
*
Espalhem ar puro ao plantar
E colham verdes ao respirar
E cantem ao azul do céu e do mar
E ao vermelho da paixão ao transbordar;
*
Mas gritem alto e em silêncio
Que o mal que existe no Mundo
E que é monstruoso e imenso!
*
Um dia se afundará sublime
Como um icebergue profundo!...

Véu de Maya


Deixo-Vos o meu abraço, com afeccto.